Televisão - Titãs

terça-feira, 27 de junho de 2017

Estou perdendo a vontade de escrever neste espaço.  Antes, postava semanalmente e, às vezes, diariamente... Hoje, mensalmente e até bimestralmente, se os leitores deste blog observarem...Tudo isso porque é chato demais não poder se expressar livremente, sem ferir a ideologia construída diariamente e que o cidadão comum assimilou...Se não lhe agrada uma opinião diversa, fica até perigoso contradizê-lo; assim, fui escasseando os textos cuja voz foi  morrendo aos poucos na garganta...




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Por quê?

A notícia que invadiu os telejornais no dia de hoje, foi a respeito do motorista que atropelou e machucou vários skatistas no centro de São Paulo.
A primeira pergunta que vem à mente daquele que raciocina de forma amadurecida e coerente é: por que razão as ruas, cuja finalidade sempre foi a de trânsito de veículos e pessoas com objetivos diversos de: locomover-se para o trabalho, passeio, estudo, etc. têm se transformado em palco para inúmeras e cansativas manifestações que não têm mais fim. Por que razão passou-se a fornecer permissão para que turbas de variadas ideologias, agridam a saúde e bem-estar público, perturbem o trânsito já difícil do dia a dia  e o transforme no caos,  no verdadeiro inferno em vida. Esse fato tem perturbado psicologicamente o cidadão que trabalha, que pensa em sustentar sua família e lhe dar uma vida digna, bem como moradores nestas ruas e avenidas que precisam ter um saco de  paciência inesgotável para não enlouquecerem. Por vezes, durante estes tumultos que apenas geram confusão e até a morte, colocam em risco a vida de crianças e idosos, perdemos horas e horas de desespero dentro de um veículo que parece não chegar nunca a um lugar a salvo.
Atualmente, se as pessoas querem cultuar uma crença, têm que vir às ruas. Da mesma forma, se um time de futebol vence um campeonato, é lá que todos vão se digladiar e até se matar. Se há desejo de manifestar diferenças quanto à sexualidade, alegrias carnavalescas, ideologia política, insatisfação por baixos salários, condições econômicas e mil outras situações é a via pública o palco de atuação, de depredação e agressão à sociedade comercial.
É óbvio, pelo que já se conhece da opinião pública, que o que falo fere totalmente a liberdade de expressão, a vontade de contradizer, o direito de ir e vir e fazer o que se quer. Afinal, muitos dirão: "estamos em uma democracia, queremos liberdade".
Porém isto não é liberdade e sim, libertinagem. Felicidade de poucos e insatisfação de uma grande maioria.
Já pararam para pensar que um evento como o de hoje e que gerou o acidente dos skatistas, não havia necessidade alguma de acontecer? Verificaram a primeira versão divulgada pela mídia, omitindo o fato de que o pobre motorista, o qual não transgrediu lei alguma, uma vez que os violadores do horário estipulado foram aqueles que pretendiam se passar de vítimas? Alguém divulgou em primeira mão o fato da agressão ao carro do motorista, que gerou o pânico e fez com que ele tentasse fugir desenfreadamente temendo um provável linchamento, o que  certamente ocorreria se ele tivesse permanecido no local?
Skatistas, grupos teleguiados por sindicalistas e/ou políticos, religiosos,  manifestantes de uma maneira geral, estão deixando de estudar, trabalhar durante horas preciosas que poderiam usar de maneira muito mais aproveitável para o bem comum do que gerar confusão, lixo e agressão ao meio ambiente...
"Ruas, ganhem as ruas!" É o grito de comando... Ninguém é capaz de raciocinar nestes dias horríveis em que estamos vivendo,  que os gritos, palavras e agressões que ocorrem nas ruas voam ao vento e, na verdade, afastam o manifestante dos lugares específicos onde deveria estar expondo pareceres importantes, cobrando atitudes e posturas? 
Por que uma cidade imensa como São Paulo, privilegiada com parques de grande dimensão não utiliza esses espaços para estes fins? Há que acontecerem nas avenidas principais de uma metrópole, para travar todo o trânsito e gerar problemas onde até a polícia tem que deixar seus principais afazeres para dar apoio? Tenha santa paciência! Isso só cabe na cabeça daqueles que gostam de vandalismo, desorganização, baderna mesmo...
Muitos destes esportistas, frequentam escola de forma precária, mais faltam do  que estudam , vivem nas ruas o tempo integral em plena pré-adolescência, aprendendo muito cedo aquilo que não lhes era necessário... Do mesmo modo, há transgressões quanto à poluição sonora, da terra e do ar quando bombas de gás lacrimogênio, de efeito moral e outros, têm que ser arremessadas para conter os que perdem a razão, o controle sobre seus atos.
Não é assim que mudaremos esse país, enganam-se aqueles que pensam que com desordem conseguiremos maiores salários, respeito de governantes, apoio às necessidades de todos, mas sim com se-ri-e-da-de, trabalho de qualidade, esforço conjunto, cooperação e sobretudo: respeito ao próximo, para termos moral para cobrar alguma coisa através de diálogos coerentes, onde fique transparente o poder, a força do nosso trabalho e não contradizendo a tudo que não nos agrada, arbitrariamente! É preciso pensar no bem-comum, mesmo que não nos satisfaça, isso sim, é a verdadeira democracia!
Que o fato que aconteceu no dia de hoje possa servir de exemplo no futuro: manifeste-se a euforia esportista e outras, em parques públicos; expressões de crença e fé nos templos religiosos, os de contrariedade política em reuniões agendadas em câmaras de vereadores e deputados e deixemos as ruas para a finalidade única para a qual foi criada, e teremos a paz tão sonhada e cultuada!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Boa-tarde, leitor. Depois de uma longa data, distante deste cantinho de discussão e desabafo, volto hoje com um tema que vem incomodando muita gente que sabe das coisas...Aí vai:




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Assistir TV, um programa de atrofia cerebral!


Os programas de televisão oferecem ao espectador inteligente, quase sempre, um extenso campo de críticas, principalmente, se tentam forçar alguma ideologia. Muitos canais de TV aberta, bastante populares e massificadores, realizam este trabalho sórdido ao longo de toda uma vida, negociando a alma com o “diabo”, o que lhes rende milhões de dólares sujos, mas que lhes permite acumular um tesouro de bens materiais até o resto das vidas de todas as gerações de suas famílias, que, por sinal, continuam no poder, articulando-se politicamente e conservando seus lugares de destaque, à semelhança da antiga monarquia, cuja coroa passa de pai para filho... E, assim, a vida segue seu curso.
Um horário de TV é caríssimo e, como tal, deveria apresentar a excelência de programação em utilidade pública e educação que é o setor de que a sociedade mais tem carência... Entretanto, o que conseguimos assistir é o ridículo, o óbvio, a repetição de temas irrelevantes como racismo, discriminação, obesidade, pobreza, invasão de privacidade e a famigerada violência, ao lado da corrupção que continuamente é o tema principal... Ah já ia me esquecendo! A vida irrelevante de celebridades e os horríveis reality shows!
Não é preciso ser muito inteligente para chegar à conclusão de que partidos políticos poderosos, internacionais manipulam toda a rede, mantendo os telespectadores presos, indignados, temerosos, à beira de uma doença de Alzheimer, causada pela repetição contínua e cansativa de uma infinidade de telejornais que rezam a mesma ladainha desde que o dia amanhece até o seu final.
A ausência de cursos e programas culturais e educativos de valor é inexplicável num país aonde a Educação vai de mal a pior nas escolas e na mídia de comunicação.
Mídia, obrigatoriamente, jamais poderia ser manipulada politicamente, isso é uma lástima; os próprios jornais assim procedem; não se publicam determinadas matérias que agridam os “donos” daquele determinado jornal ou revista.
Falando claramente e especificamente, há programas sobre sexo que enojam e provocam, até mesmo, um desejo de assexualidade, tal é o nível de indução que querem obter de seus “escravos”.
Literalmente, utilizando de celebridades para realizá-lo, descem o nível do abjeto, do nojento, do sexo sem classe alguma, invadindo privacidades de quem não tem o mínimo de ética e estética, porque o sexo é algo que deve ser sublime e não vulgar, pelo contrário, eles estampam o ser humano como um verdadeiro animal a satisfazer seus instintos bestiais como o mais desclassificado vivente do planeta...
E todos reverenciam, aplaudem, riem de toda aquela balela dirigida a um público que, de muito, nem sabe mais o que ser: se homem, se mulher, se devasso, se imbecil; multiplicadores de uma chusma de mediocridades e desamor inigualáveis.
Não! É preciso reagir, “não se pode sentar”, como já dizia o velho Raul, “no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes” ovacionando um bando de asneiras e idiotices e se sentindo a mais antenada das criaturas! Tenha a santa paciência!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Amigos leitores, o texto hoje é polêmico, mas brota do fundo do coração de alguém que se sente lesado em seus direitos de escolha...Dizem que vivemos um momento democrático, de liberdade, será?


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Diga não à elite...







A liberdade de escolha, e expressão   é algo que realmente não podemos ter, infelizmente nos dias atuais. Constrói-se toda uma gama de indícios com o intuito de nos fazer acreditar no contrário, porém, aquele que raciocina, que forma seus próprios conceitos, independentemente da mídia massiva e formadora de opinião pública, sabe que realmente vivemos uma ditadura que nunca termina: é a imposição da arte que o cidadão deve escolher, de preferência arte popular, é claro, qualquer outro tipo  é considerada de elite, discriminatória e até, por que não dizer, muitas vezes nazista... Desta forma, tocar um instrumento como o piano, apreciar obras de arte ou literatura clássicas, apreciar uma ópera ou uma apresentação de balé clássico é sinônimo de cultuar elite, menosprezar estéticas da classe popular, e isso é um crime, afinal de contas, os programas massivos de TV só elegem como verdadeiras, o grafite, a dança de rua, etc. e ai daquele que for contra isso.
Temos o caso recente da limpeza dos grafites das ruas da cidade de São Paulo: todos se revoltam contra a prefeitura, entretanto, há algum tipo de arte clássica nos locais públicos? Alguém já se perguntou isso? Por acaso, não há mais artistas eruditos? 
Eles devem estar em algum lugar; ou morrendo de fome, ou mudaram-se deste país como forma de poder sobreviver através de sua arte...
Assim, se quisermos ouvir a apresentação de uma orquestra sinfônica, ou outro tipo de arte clássica pagaremos "o olho da cara" e, por incrível que pareça, a opinião popular já foi conduzida  para a cultura do não entendimento e aceitação destas apresentações.
Lembro-me que lecionava nos anos de 2001 e 2002 para alunos do Ensino Médio, 1ª série, numa escola pública no centro da cidade de São Paulo, e adicionei ao Ensino de Literatura da Era Medieval  e Clássica as respectivas composições orquestrais do período. Imediatamente, quando coloquei o som do Canto Gregoriano, os alunos questionaram quem havia morrido... Isso me causou e causa muita tristeza, e foi um trabalho árduo da minha profissão tão mal remunerada quase sempre, mostrar o que é arte erudita... 
Pois hoje, a situação está mil vezes pior. Vejo colegas, educadores que não veem com  bons olhos o desenvolvimento destes projetos tão profundos, tão lapidadores da alma humana que trazem ao ser, fineza e cultura!As próprias diretorias e secretarias de educação do país, valorizam apenas  ritmos populares como funk e rap, colocando em um verdadeiro altar os mestres que trabalham este tipo de arte, que nem são atividades nacionais! 
Muitos professores que não conseguem separar suas ideologias políticas da sala de aula e as cultuam com fanatismo, como se fosse uma religião, tem um olhar de desprezo para com aqueles que cultuam a arte clássica e permitem a seus discípulos que a conheçam, sob o pretexto de apologia à elite. Mas que disparate! O que realmente tem valor deve ser valorizado, a despeito de qualquer politicalha popularista!
Certamente, este seria o caminho para um país de primeiro mundo, uma cultura erudita, elaborada à luz da dedicação e do estudo infinito nas áreas dos diversos tipos de arte, o desenvolvimento real da intelectualidade do homem, tão temida pelos homens públicos.
Não que a arte popular não mereça crédito, não é esse o caminho, no entanto, não é possível substituir algo valoroso construído através da intelectualidade, por algo feito às pressas com o mero intuito de ganhar dinheiro e de agregar benefícios políticos, privando o cidadão de seus direitos de conhecer o belo, o estético...
Diferentemente de muitos países europeus, assim se procede no Brasil, infelizmente, é a crua realidade: nossas composições musicais não agregam mais valor artístico, por vezes, as letras resumem-se a onomatopeias como ti-ti-ti, le-le-le e outras, monossilábicas, quase sempre utilizando um vocabulário chulo, que empobrece ainda mais o vernáculo a que o brasileiro tem acesso.
As danças apenas evocam o lado animal das pessoas, incitando a libido em comandos repetitivos que induzem à malícia já na mais tenra idade...Onde estão as composições onde o amor era poesia e beleza?
Do mesmo modo, as peças teatrais mostram cenas obscenas, o único meio de obter bilheteria, algumas intituladas Danças do...(são impraticáveis até de se pronunciar o nome) vistas com admiração e aprovação de apresentadores de TV que mostram uma aversão por qualquer tipo de censura...Porém, por Deus! Não é censura, é bom-senso mesmo!
Pessoas que criticam esse sistema imbecil que se instalou hoje entre artistas e populacho são tachados de retrógrados, velhos (com o emprego pejorativo do termo, enquanto que em países civilizados, ser idoso é sinônimo de experiência e vivência) e ultrapassados.
Vivemos a ditadura do desrespeito a nossas vontades, até das palavras que usamos como expressão, e, muitas vezes, até sem maldade, podemos ser indiciados e presos, dependendo do que falamos...Não podemos também ter ideologia política diversa da maioria da população e, se o fizermos, corremos sérios riscos de ridicularização em público...
Oras, mas que raio de democracia é esta que fere os direitos de uma parcela da sociedade que aprecia o que é bom de verdade? Sinceramente, vivemos um momento avesso a tudo que envolva estudo e intelectualidade e há que se lutar a duras penas para resgatar esses valores que já correm o risco de desaparecer num futuro obscuro e fatalmente próximo... 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Meu Deus, como é triste ver vídeos e fotos destes conflitos entre Turquia e Síria, perceber o terror estampados nos semblantes infantis causados pela insensibilidade de alguns poderosos, principalmente quando já sentimos de perto a presença do Natal...

 

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 Riqueza de uns, tristezas de outros...

 

 Estive pensando muito a respeito da violência que tem assolado o mundo nestes últimos tempos. É incrível verificar como o homem tem regredido e se transformado numa besta irracional e terrivelmente cruel, a despeito de tanta “religiosidade” que diz ter e que invade seu coração de pedra.

Várias imagens e vídeos têm sido postados na internet estampando a covardia a toda a prova que vem efetuando uma verdadeira chacina no Oriente, principalmente no conflito que envolve Turquia e Síria.

Ao que parece, o fanatismo religioso e a avidez por aquisição de riquezas têm sido responsáveis pela maioria das guerras que exterminam vários países ao redor do mundo. Nações inescrupulosas, que colocam a ambição e sede de poder em primeiro plano, estão manipulando grupos e instigando uns contra os outros, propositalmente com o objetivo sórdido de apoderar-se econômica e politicamente destas regiões. Sem o mínimo sentimento de compaixão ou consideração pelo ser humano, o que mais importa a estes celerados é acumular riquezas infinitamente, coisa insana e pequena que os transforma em seres vis, mesquinhos, tremendamente poderosos, mas que usam a tecnologia de maneira avessa ao bem comum e a paz entre os cidadãos.

Causa nojo verificar nas imagens estampadas nos jornais e revistas a maldade causada pelas explosões de mísseis, bombas e outras pragas criadas com a intenção de fazer um verdadeiro genocídio, muito maior do que o da segunda guerra mundial: crianças correndo pelas ruas, desesperadas e feridas à procura de seus pais, muitas vezes não os encontrando jamais; são rostos infantis marcados pelo amadurecimento precoce à custa do sofrimento que passam neste verdadeiro inferno que os conflitos armados causam à população, onde cidades inteiras são destruídas, desoladas, transformadas em  verdadeiros desertos, amontoados de pedras e pó, sangue e morte por todo o canto. Imagina-se o trauma que estes pobres seres carregarão pelo resto de sua existência por perderem sua família inteira, passando toda a sorte de dificuldade, falta d’água, alimento, lar, carinho...

De toda esta maldita conjuntura que mais parece um sonho sinistro, surgem os loucos matadores, facilmente manipuláveis,  que oferecem a própria vida, para efetuar a vingança, na figura de homens-bomba, terroristas e toda a sorte de pessoas possuídas pelo ódio infinito, a ira contra seu próprio par com o qual não se identifica mais...

Dessa forma, o objetivo que move os povos maltratados é o desamor, a descrença no ser humano e a vontade infinita de revidar, matando, exterminando da mesma forma com que foram exterminados e são tachados de loucos, cruéis, terroristas...

É preciso se colocar no lugar desses pobres desgraçados para poder entendê-los; sem sair de suas terras, veem-se, de repente, sem teto, sem alimento, sem família, sem condições de levar em frente sua própria vida...

Quando líderes como o embaixador russo são assassinados brutalmente, o mundo se choca, muitas vezes, se revolta contra tal atitude, porém, é necessário entender o outro lado da moeda, o que impulsiona estas atitudes violentas, a falta de respeito e de ética que vem predominando no comportamento humano.

Certamente, ninguém pode ser capaz de ficar insensível a tanta maldade e destruição que fabrica diariamente milhões de refugiados, doentes e mutilados, morte de inocentes,  órfãos, psicopatas.

Roguemos a Deus, em sua bondade infinita, que possa interferir nessa disputa desigual e desonesta, fazendo com que uma luz desça do céu e clareie estas mentes inescrupulosas e ávidas por dinheiro, fazendo-as retroceder e entendendo  que a maior riqueza é a paz de espírito e o amor entre os homens.



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Caros leitores, deixo aqui mais um texto, já sentindo cheiro de doces e guloseimas do fim do ano, espero que gostem...



Prosseguir sempre, desistir, nunca...


Sempre sou pega de surpresa pela aproximação do Natal, a cada ano de uma maneira diferente; por decorações de árvores ou imensos Papais-Noéis, pelas luzes de ornamentação das ruas e por várias outras formas.
 Este ano foi diferente; mergulhada no trabalho da educação, seja em correção de atividades ou apresentação de projetos, não me dei por esta data já tão próxima. Numa de minhas idas à Rua 25 de março no intuito de adquirir materiais para elaboração de um teatro na escola, fui subitamente “avisada” pela imensa quantidade de árvores natalinas e luminárias que lotavam a entrada das lojas em lugar de destaque: verdes, brancas simulando a neve, de vários tamanhos e tipos.
Novamente, uma sensação de que as coisas se esvaem e escorregam de minhas mãos como areia fina, preenche de imediato a minha alma. Breve, tudo mudará: local de trabalho, relacionamentos, colegas da profissão, alunos e locais que hoje são visitados diariamente... O barulho intermitente logo será substituído pelo silêncio e a expectativa do próximo ano.
Saudades já começam a pintar suas cores variadas; vibrantes, quentes, frias...
O que fica é o trabalho realizado com amor e dedicação que produzirá seus frutos no futuro através da lembrança que deixarão em cada bom coração, em cada boa alma que, felizmente, considera, e o mais importante: não esquece.
As amizades sinceras, construídas, sobreviverão através do tempo e dos anos e resistirão às tempestades da vida. Peço a Deus que me conserve sempre com disposição para trabalhar com amor e vigor enquanto puder, para construir um mundo melhor, para despertar em cada ser que tenho a meu lado, a sensibilidade tão pouco valorizada nos dias atuais.
Mas, como já dizia o nosso maravilhoso Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”, é preciso continuar, prosseguir na tarefa de semear e trabalhar valores preciosos para a vida no nosso planeta...

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Hoje, dia de recordações mil, de doces lembranças e visitas a cemitérios...Mais uma vez recorro à frase do maravilhoso Olavo Bilac: "Saudade, presença de ausentes"






Oração improvisada




 Procurei pela pequena Bíblia de bolso que sempre me acompanha pela ocasião de finados, mas hoje não a encontrei, deste modo, trago apenas em minhas mãos; as velas e belos crisântemos amarelos. O vento sopra muito forte, o que me dificulta acendê-las, quanto mais conservá-las assim. Com muito esforço consigo meu intento colocando duas pequenas pedras de granito a protegê-las e, eis que, vejo todo o maço incandescente e, rapidamente, um choro perolado de parafina escorre pelo chão seco.
Ajeito as flores sobre a lápide, tentando preservá-las da força do vento e inicio minha oração:
"Querido pai, que não está mais entre nós, no entanto, nunca esteve tão presente como hoje e sempre em minha vida. Sabe, apesar de não ler aqui uma das passagens ou salmos bíblicos dos quais você sempre adorou e persistiu na leitura até o fim de seus dias, trago hoje minhas próprias palavras em forma de oração...
Sigo minha vida, não sei se pode ter conhecimento de todas as dificuldades, veredas e caminhos tortuosos que vou contornando. Também, dia a dia, vou aos poucos transpondo os obstáculos, dando o melhor de mim, não esmorecendo ou abandonando minha missão no meio do caminho...Tenho tentado ajudar aqueles que de mim dependem com humildade, dignidade e compromisso. Quero que saiba que todas estas lições que aprendi foram ensinadas por ti, ao longo da nossa convivência. 
Os filhos já estão criados e cada qual segue seu caminho. Rogo a Deus que o tenha em sua glória e sabedoria, para que jamais sofras ou passe por alguma tristeza. Acrescento que nada sei sobre os mistérios da vida, mas do fundo do meu âmago, sinto a sua presença, mesmo que em outra dimensão.A paz que reina nesse campo sagrado mostra-se através do canto suave dos pássaros, do balanço das folhas ao vento, do ruído cadenciado dos números dos túmulos que soam como uma triste canção.Se fosse possível, gostaria de revê-lo, nem que fosse por alguns segundos, ou até mesmo em meus sonhos que raramente trazem sua presença.
Gostaria muito de agradecer como sempre faço nesse dia, pela sua dedicação, sacrifício e bondade a toda prova.Assim, venho aqui rezar as orações que aprendi na infância e mostrar para ti que aprendi a lição da solidariedade que me ensinaste: dedicar pelo menos uma delas a todas as almas indefinidamente, como fazias quando visitavas os cemitérios nesses dias de reflexão e homenagens póstumas.Para terminar, vou te contar que aqui em nossa casa sua ausência é muito sentida, seguimos nosso caminho sem grandes mudanças, pretensões ou ambições, da minha parte, tento sempre que possível ser melhor, aprender com meus erros a cada dia que ganho nesse planeta maravilhoso que temos por casa. Não quero me deixar levar ou acreditar na morte como o fez o personagem Eurico, de Herculano ao definir o que é a morte, a indiferença que os mortos sofrem, o egoísmo humano que  é muito cruel. Prefiro acreditar na benevolência, na gratidão e no reconhecimento...
 Tenho agora que partir, os pingos de chuva fina que começam a cair, anunciam que devo me retirar...
Descanse em paz!"

quinta-feira, 20 de outubro de 2016


a chuva, hoje, trouxe à memória um episódio ocorrido na minha infância...




O rei das capas







De saída daquele inferno que é a Rua 25 de março, apesar da vantagem de ser um local que oferece preços mais acessíveis ao consumidor, (principalmente se for professor de escola pública como eu e que adora criar fantasias para peças teatrais), meus olhos se detiveram por um momento através da grande janela do ônibus num letreiro de loja que dizia “O rei das Capas”.
Rapidamente penetrei o olhar para o interior do estabelecimento para tomar ciência sobre que capas eram essas. Há muitas delas: para celular, computador, para máquinas de lavar roupas... Certifiquei-me que eram capas de chuva e havia de várias cores, embaladas em saquinhos que tomavam conta de todo o ambiente.
Imediatamente vieram-me à cabeça, cenas da minha infância envolvendo esta questão. 
Vínhamos com relativa frequência a São Paulo, embora não morasse nesta cidade como hoje, e o motivo não era apenas visitas a parentes, porém, tratamento médico, coisa não muito agradável.
Naquela época, a capital fazia jus a sua alcunha de “Terra da Garoa”, pois uma aguinha fina e fria se fazia presente a todo tempo, a chamada “chuva para molhar trouxa” e andando pela cidade, meu pai entrara em uma loja destas, não me recordo aonde, (vai muito longe este tempo) e adquirira uma, argumentando que não podia me molhar daquela forma, precisava de uma proteção.
O que não me esqueci e nunca esquecerei é de que esta capa era de um azul bastante forte e era aberta na frente trazendo botões transparentes.
Amei aquele presente! Como me senti importante usando-a e quando chovia, já na cidade de Araçatuba onde morava, fazia questão de exibi-la com orgulho como se fosse a peça mais maravilhosa do planeta.
É linda a ilusão infantil! Como nos envolve de uma magia que transforma as coisas mais simples em verdadeiros tesouros!
E foi ele, meu amado pai quem me presenteara com este mimo, sabe-se lá fazendo que sacrifício para que eu me protegesse... Naquela época não era fácil comprar como hoje, não havia tanta oferta de produtos como os “made in China” que apesar de malvistos, resolvem os problemas dos menos favorecidos.
O que observo hoje, com os olhos de adulto é a textura das mercadorias oferecidas antes, ao consumidor: de excelente qualidade e talhe bem feito! Uma simples capa de chuva conseguia ser bonita e elegante, tão durável que me acompanhara em boa parte da minha infância,  ao contrário dos dias atuais, em que elas mais se assemelham a um grande saco plástico feito sem cuidado algum, sem botão, sem nada,  produzidas  aos milhões e que duram uma fração de segundo...
Remoendo essas memórias que o tempo não conseguiu apagar, sinto saudades daqueles tempos, onde a família tinha seu verdadeiro valor, os sentimentos eram sinceros e duradouros como a capa de chuva que ganhei. Se possível fosse, resgataria todos aqueles tesouros,  traria de volta tudo o que já perdi com o passar dos anos...

sábado, 24 de setembro de 2016


Boa-noite a todos aqueles que apreciam 


conhecer fatos históricos, conhecê-los e 


investigá-los como eu. Benvindos ao país 


da Carochinha...








História virou estória...








Não há coisa que mais incomode do que as constantes reformas ortográficas periódicas, principalmente para aqueles que já viveram o bastante para mudar o que haviam aprendido.
Creio que muitos da minha geração compreendem o que quero dizer: tantos anos gastos em memorizar regras ortográficas, de acentuação, como o saudoso acento grave nas palavras derivadas como cafèzinho, pèzinho, por exemplo. Quem não se recorda? 
Que dizer dos abundantes acentos diferenciais, então? Parece que toda a palavra tinha acento para diferenciar de outra, tantos eram os casos em que ocorriam: pêso para diferenciar de peso (é aberto); bôlo para diferenciar de bolo (com ó aberto), côro para diferir de coro (verbo corar, cujo o é pronunciado aberto)... E outros tantos milhares de casos.
Vocês podem até achar engraçado, mas não há graça alguma em varar noites estudando para uma prova séria de português com todos estes casos e subitamente constatar que todo aquele esforço foi por água abaixo anos mais tarde.
O pior foi em relação aos pares de palavras história e estória. Ai daquele que usasse os termos indefinidamente! Ficava claro que o primeiro termo seria apenas uma menção a relato real, que realmente ocorrera, enquanto que a segunda opção seria para denominar relato de ficção, da imaginação de alguém.
Muito bonito, mas não se sabe por que cargas d’água que repentinamente grafar história com h é a única forma correta. Talvez por questões xenofóbicas ou políticas pela razão de os americanos possuírem history e story. Valha-me Deus! Isso não vem ao caso, o duro é verificar que todo o sacrifício foi em vão.
Falando seriamente, e considerando os significados que as antigas grafias encerravam, mudo de “pato pra ganso” colocando nestas páginas a indignação que invade meu ser ao ver as diferentes versões que vêm nestes tempos sendo imputadas aos fatos históricos do Brasil.
Quem não leu a magnífica obra de Orwell "1984", onde ele cita as mudanças que o Big Brother fazia efetuar nos fatos históricos, adaptando-os a sua necessidade política, manipulando seus funcionários?
Parece que tal fato está ocorrendo na contemporaneidade... Para certificar-se disto, basta apenas estar na faixa dos sessenta anos. Tudo o que estudamos em História do Brasil em nossa jornada escolar foi rigorosamente mudado: o descobrimento do nosso país, não se deu por calmaria como os historiadores afirmavam, ele já havia há muito tempo sido descoberto, foram arranjos políticos que o cederam a Portugal; D. João VI, o nobre português  criador do primeiro Banco do Brasil, da Imprensa Régia, teatros, bibliotecas e tantas coisitas mais, atualmente é mostrado como débil mental, um insano vulgar...
O mesmo se dá em relação a Pedro I, seu filho,  compositor erudito de mão cheia, autor do maravilhoso hino da Independência, que de súbito assemelha-se a inveterado pervertido sexual, fraco das ideias, incompetente...
Aprendi na escola primária (cujos ensinamentos hoje equivalem ao ensino médio atual) que na primeira frase do Hino Nacional: Ouviram do Ipiranga às margens plácidas (o termo em itálico era um adjunto adverbial de lugar) o que tornava o sujeito da frase indeterminado, e deixava implícita a ideia de que havia pessoas participando do ato. Atualmente, maravilhosos professores que têm resposta pronta pra tudo, nem fazem referência a este acento grave do a e o termo virou sujeito personificando a figura do rio Ipiranga, "as margens plácidas" vira sujeito da oração... 
Isso soa como conspiração contra os lusos, significando que não havia espectadores no local... Apenas o rio ouviu, não houve revolução alguma. Já tive ímpetos de visitar a Biblioteca Nacional do Rio para constatar se há o documento original da letra de Osório Duque Estrada, mas desisti, achei que não vale a pena. Mas as novas versões continuam pipocando em todas as fontes modernas.
E o que dizer de Tiradentes? Nada do que se aprendeu nas antigas gerações é verdadeiro: o mártir da independência não nasceu mais em Vila Rica, São João Del Rei ou Rio de Janeiro... Há uma infinidade de informações que se contradizem (e olhem que não faz tanto tempo assim). Segundo novas e modernas fontes, nasceu  em Tiradentes, cidade turística que atrai milhares de pessoas ofuscando a pureza e simplicidade de Ouro Preto, Vila Rica, ou São João Del Rei, como preferirem...
Contrariando documentos históricos guardados através dos anos no Museu da Inconfidência, como a sentença de morte de Tiradentes lavrada em juízo e assinada pela rainha, D. Maria I, as partes do corpo do herói foram penduradas no caminho do Rio de Janeiro à Minas Gerais e  não na praça Tiradentes ou nos postes de Vila Rica como antes se ensinava e o documento registra.
E, ainda, para pasmar geral, alguns afirmam que ele não foi enforcado, contrataram um artista para representar o fato, sem contar que há filmes de diretores brasileiros mais ousados que mostram Tiradentes como um verdadeiro louco que não apresentava condições para liderar um movimento como  a Inconfidência.  Da mesma forma, o tal cineasta oferece a imagem de um Tomás Antonio Gonzaga irreverente e ridículo que grotescamente grita seus versos a Marília mais preocupado em sua vaidade e narcisismo do que em seu amor.
De modo que fica ao critério e ao ponto de vista do estudioso; se ele for mais "vivido" há como contestar; se for jovem, aprenderá o que se lhe apresenta no momento. Vive-se assim um momento perigoso e muito fraudulento contra a sociedade.
E para os pouco céticos, (os pouco questionadores ou crédulos), que acreditam em tudo o que leem nestes tempos modernos, registro aqui meu pensamento que deve ser respeitado, afinal, estamos num momento democrático ou não?
Com toda esta profusão de contradições, chego a uma conclusão e, peço aos professores de história que me perdoem, não há mais necessidade de que esta disciplina faça parte do currículo escolar, não é justo exigir que se aprendam “estórias” e em nome delas se reprove alguém. Não existe mais história. Tenho dito!




domingo, 11 de setembro de 2016



Nem todas as cidades têm o poder de calar fundo como esta...



SAUDADES DE OURO PRETO







Quando o automóvel saiu pela última rua da cidade para ganhar o caminho de volta, eu chorei...
Confesso, chorei, após passar três dias maravilhosos em Ouro Preto, Minas Gerais, em minhas últimas férias de julho. O olhar embaçado pelas lágrimas e meus olhos fotografaram a última igreja próxima ao centro, com sua alvenaria coberta de musgos e seus portais vetustos...
Ouro Preto é pura história do nosso país, com mais de 300 anos, guarda em seu seio momentos fortes, de audácia, heroísmo e morte. Em seus museus, compartilhamos com emoção cada fato ocorrido durante a Inconfidência Mineira, voltamos ao passado, visualizando objetos do valoroso mártir da independência, cruelmente enforcado e, na praça que hoje tem seu nome, um monumento para que o valoroso brasileiro jamais seja esquecido...
Ver o simples relógio de bolso que a ele pertenceu, causa arrepio e uma sensação um tanto desconfortável, dado às circunstâncias e a violência a ele imputadas. A folha manuscrita da sentença de morte, então, é algo assustador na frieza das palavras insensivelmente ali grafadas: “Que seja enforcado, sua cabeça separada dos membros e expostas pelos postes de Vila Rica, e que seus bens sejam confiscados, sua casa arada e salgada”, soa pretensiosamente cruel no momento presente...
A carga emocional que vai se ganhando a cada rua de Ouro Preto, é surpreendente: a cada igreja, um cantinho tão antigo, tão próprio da época; a decoração, os retábulos, altares e imagens que apesar de não poderem ser tocadas, refletem o sacrifício do mestre Aleijadinho, em seu trabalho sofrido e valoroso de perfeição e  beleza sem iguais...
Pinturas de mestre Athayde, a feirinha de pedra-sabão, as ladeiras de pedra conservadas até hoje...
A casa de Tomás Antônio Gonzaga! Que beleza na simplicidade! Nada mais do que o necessário, da pureza da madeira dos móveis, à amplitude das salas e espaços confortáveis, tão diversos dos exíguos apartamentos da cidade grande... A solidez das paredes e os singelos versos de amor nela impressos de Dirceu ao grande e eterno amor, Marília. Algo comovente que toca o fundo do coração daqueles que ainda usam sua sensibilidade e a praticam.
As fontes de pedra-sabão espalhadas pelas ruas... O museu de mineralogia, o observatório antigo que mostra uma lua quase tocável, amiga que expande seus raios por sobre a cidade à noite...
As pousadas simples, mas aconchegantes que guardam séculos de história em suas paredes... E muitas coisas mais, fazem com que essa cidade e toda sua arquitetura colonial entrem em nosso espírito e ali fiquem guardadas para sempre, exigindo a nossa volta obrigatória algum dia, não se sabe quando...
Amei Ouro Preto, assim como amo sua música, Saudades de Ouro Preto, porque,  tal como falam, há ali,  uma profusão de fluídos que nos faz viajar no tempo, maculados apenas pela entrada de automóveis atualmente, nas ruas.
Visitar essa cidade é uma obrigação para nós, brasileiros, no sentido de valorizar nosso passado histórico, conhecer mais sobre ele, e sobre as pessoas que por ali passaram e deixaram como contribuição para a construção do país, a sua própria vida.
* Tiradentes não foi enforcado em Ouro Preto, segundo algumas fontes, mas no Rio de Janeiro. Outros ainda alegam que ele não tenha sido enforcado, que houve outro em seu lugar. Muitas fontes afirmam que ele foi morto na Praça Tiradentes em Ouro Preto...

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Caro leitor, chega um momento de doçura para quebrar a aspereza dos artigos de opinião que tenho postado. A magia da lua nos faz esquecer, por um momento, de todos os problemas...



CLAIR DE LUNE


Maria Cristina Bastos Vannucchi


O claro da lua invade a sala, aos poucos.
Raios branco-neve de efeito translúcido
Descem do céu, livremente, sem barreiras
E vão, pouco a pouco, destruindo a penumbra...

A solidão se faz presente, o silêncio reina
A imobilidade das coisas ganha nova vida
Através da cascata de luz que as ilumina

Que paz, pode a lua ofertar por um momento,
Que doces instantes dá o poder de reviver.
E de povoar com lembranças, o vazio da casa...
A cada canto, em qualquer lugar.

Agora brinca de esconde-esconde
Por entre nuvens de renda
Que, de vez em quando, permitem-me visualizar seu belo contorno
Até que aprisionem de vez sua transparência
Trazendo de volta a escuridão...

Mesmo assim, meus olhos ainda teimam
Encontrá-la no céu, em vão.